terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Caminhada na Ferrovia do Alto Uruguai

Sobre a ferrovia do Alto Uruguai

A linha Marcelino Ramos e Santa Maria foi idealizada em 1889 juntamente com todo o trecho entrte Itararé, SP, e Santa Maria, RS, pelo engenheiro Teixeira Soares, visando a ligação ferroviária do Rio de Janeiro e São Paulo com o sul do País e também a colonização de boa parte do percurso, locais ainda virgens. A parte correspondente ao Estado do Rio Grande do Sul acabou sendo construída separadamente do restante do trecho (que seria chamado de linha Itararé-Uruguai) e entregue em 1894 à Cie. Sud Ouest Brésilien, e em 1907 cedida à Cie. Auxiliaire au Brésil. 

Em 1920, passou para o Governo, formando-se a Viação Férrea do Rio Grande do Sul, que, em 1969, teve as operações absorvidas pela RFFSA. Com parte do trecho desativada em meados dos anos 1990, em 1996 a ALL recebeu a concessão da linha, bem como de todas as outras ainda existentes no Estado. Trens de passageiros circularam até os anos 1980 pela linha. 

Já o trecho do lado catarinense (Piratuba - Marcelino), chamada linha Itararé-Uruguai, teve a sua construção iniciada em 1896 e o seu primeiro trecho aberto em 1900, entre Piraí do Sul e Rebouças, entroncando-se em Ponta Grossa com a E. F. Paraná. Em 1909 já se entroncava em Itararé, seu quilômetro zero, em São Paulo, com o ramal de Itararé, da Sorocabana. Ao sul, atingiu União da Vitória em 1905 e Marcelino Ramos, no Rio Grande do Sul, divisa com Santa Catarina, em 1910. Trens de passageiros, inclusive o famoso Trem Internacional São Paulo-Montevideo, este entre 1943 e 1954, passaram anos por sua linha. Os últimos trens de passageiros, já trens mistos, passaram na região de Ponta Grossa em 1983. Em 1994, o trecho Itararé-Jaguariaíva foi erradicado. Em 1995, o trecho Engenheiro Gutierrez-Porto União também o foi. O trecho Porto União-Marcelino Ramos somente é utilizado hoje eventualmente por trens turísticos. 

A ESTAÇÃO DE MARCELINO RAMOS: A estação de Marcelino Ramos foi inaugurada em 1910. É a primeira estação em solo gaúcho. Chamava-se, pelo menos na época da construção, Barra, numa referência à barra do rio do Peixe, pois ficava em frente à sua foz no rio Uruguai.Marcelino Ramos teria sido um dos engenheiros responsáveis pela construção da linha da RVPSC que ali se encerrava. Ali se encerrava a linha Itararé-Uruguai da RVPSC e se inicava a linha da VFRGS. A inauguração da estação foi concomitante com uma ponte de madeira construída às pressas para que a estrada de ferro ficasse pronta dentro do prazo contratual. Em 1911, a ponte foi levada por uma enchente, quando já existiam os pilares de pedra da nova ponte. Esta ponte de ferro foi ali levantada e aberta em 1913, ponte que está ali até hoje. A estação fica logo após a ponte, no Rio Grande do Sul, com a linha saindo da ponte numa curva de 90 graus e chegando à estação. A cidade fica em um nível bem mais alto, e para se chegar a ela para quem desce na estação há uma escadaria. A formação do reservatório da Usina Hidrelétrica Itá recentemente forçou a elevação da linha na ponte em 3 metros. Desde outubro de 2003, um trem turístico da ABPF, fazendo o trajeto Piratuba-Marcelino Ramos, trafega por ali. A estação está abandonada. Por fora, uma mão de pintura dá uma aparência melhor ao velho prédio, construção típica da VFRGS daquele trecho. As salas que eram ocupadas, em sua metade esquerda, pela RVPSC e na metade direita pela VFRGS. Em 1969, quando acabou o trem São Paulo-Porto Alegre, a RVPSC foi convidada a entregar a sua parte. A ponte é impressionante. A paisagem é impressionante. Marcelino Ramos é um lugar mágico.


Esquerda: A primeira estação provisória de Marcelino Ramos, um barraco de madeira com uma plataforma de madeira improvisada junto a ela (Acervo Lauro Thomé). Direita: A estação em 1939. Notar uma série de mangueiras em altura provavelmente para alimentar as caldeiras das locomotivas a vapor. É um apetrecho que rarissimamente se vê nos pátios ferroviários brasileiros (Acervo Nilson Rodrigues).


Sobre o trajeto
Todo o trajeto é executado pelos trilhos do trem. São 46 km, entre Guaporé à Muçum.

Logística
Como ir de ônibus

Recomendações

Mapa de elavação

Roteiro executado

Primeiro dia
07h:00' - 11h:30' - Deslocamento de Concórdia/SC até Muçum/RS
11h:30' - 11h:40' - Reserva e guarda do carro na garragem do hotel
11h:40' - 11h:50' - Deslocamento até rodoviária de Muçum
12h:05' - 12h:50' - Deslocamento de ônibus até Guaporé (trevo de entrada da cidade).
Solicitar ao motorista para desembarque
12h:50' - 13h:00' - Deslocamento a pé do trevo até os trilhos (Parada na estação Guaporé).
13h:00' - 13h:05' - Protetor solar e ajustes na mochila.
13h:05' - 18h:30' - Execução do trajeto estação guaporé até a ponte ferrea "Mula preta".
São aproximadamente 15,5 km
18h:30' - 18h:45' - Descida até a estrada em baixo da ponte ferrea "Mula preta" para acampar.
Local seguro, limpo, com árvores e próximo ao rio para tomar banho.
Segundo dia
07h:00' - 07h:30' - Desmobilizar o acampamento
07h:30' - 09h:00' - Execução de 7 km antes do café
09h:00' - 09h:30' - Café
09h:30' - 12h:30' - Execução de 8 km até a ponte do "Viaduto 13"
12h:30' - 13h:10' - Caminhada de 40 minutos até escolha do local para almoço
13h:10' - 13h:50' - Almoço
13h:50' - 18h:30' - Execução de 16 km até Muçum (estação).
18h:30' - 18h:50' - Trajeto pela cidade até Hotel.

Mais informações:

Sugestão de aplicativos para navegação durante o trajeto:
Para utilizar o Kml na nevegação:
Kml viewer (Gratuito IOS): https://itunes.apple.com/br/app/kml-viewer/id489415449?mt=8
Kml viewer (Gratuito And): https://play.google.com/store/apps/details?id=com.ohc.kmlviewer
iGIS (Gratuito IOS): https://itunes.apple.com/br/app/igis/id338967404?mt=8

Acompanhamento do progresso:

HikeMate (Gratuito IOS): https://itunes.apple.com/br/app/hikemate/id520410517?mt=8
RunKeeper (Gratuito IOS): https://itunes.apple.com/br/app/runkeeper-gps-correr-caminhar/id300235330?mt=8
RunKeeper (Gratuito And): https://play.google.com/store/apps/details?id=com.fitnesskeeper.runkeeper.pro&hl=pt_BR

Na maior parte do trajeto a sinal de celular da operadora ViVo, quase sempre com 3G.

Registro fotográfico


sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Caminhada na Ferrovia do Trigo

Sobre a ferrovia do Trigo

A EF-491 é uma ferrovia de ligação, conhecida como Ferrovia do Trigo, nome adquirido nos tempos de sua construção na década de 1970. Está localizada no estado do Rio Grande do Sul, Brasil.

A ferrovia interliga o tronco principal sul em Roca Sales com a Ferrovia Marcelino Ramos-Santa Maria em Passo Fundo. O trecho inicial passa pelo Vale do Rio Taquari, passando pelos municípios de Roca Sales e Muçum. A partir de Muçum inicia a subida em direção a Guaporé, pelas encostas ao longo do Rio Guaporé, passando por Vespasiano Corrêa e Dois Lajeados. Este trecho é repleto de túneis e viadutos, sendo o maior deles o Viaduto do Exército. De Guaporé a Passo Fundo o relevo é mais suave, passando ao longo da linha divisória de águas das bacias do Rio Guaporé e do Rio Carreiro e pelo Planalto rio-grandense, nos municípios de Serafina Corrêa, Casca, Santo Antônio do Palma, Gentil e Marau.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/EF-491

Sobre o trajeto

Todo o trajeto é executado pelos trilhos do trem. São 46 km, entre Guaporé à Muçum.

Logística

Como ir de ônibus

Recomendações


Mapa de elavação


Roteiro executado

Primeiro dia


07h:00' - 11h:30' - Deslocamento de Concórdia/SC até Muçum/RS
11h:30' - 11h:40' - Reserva e guarda do carro na garragem do hotel
11h:40' - 11h:50' - Deslocamento até rodoviária de Muçum
12h:05' - 12h:50' - Deslocamento de ônibus até Guaporé (trevo de entrada da cidade).
                             Solicitar ao motorista para desembarque 
12h:50' - 13h:00' - Deslocamento a pé do trevo até os trilhos (Parada na estação Guaporé).
13h:00' - 13h:05' - Protetor solar e ajustes na mochila.
13h:05' - 18h:30' - Execução do trajeto estação guaporé até a ponte ferrea "Mula preta".
                             São aproximadamente 15,5 km
18h:30' - 18h:45' - Descida até a estrada em baixo da ponte ferrea "Mula preta" para acampar.
                             Local seguro, limpo, com árvores e próximo ao rio para tomar banho.


Segundo dia



07h:00' - 07h:30' - Desmobilizar o acampamento
07h:30' - 09h:00' - Execução de 7 km antes do café
09h:00' - 09h:30' - Café
09h:30' - 12h:30' - Execução de 8 km até a ponte do "Viaduto 13"
12h:30' - 13h:10' - Caminhada de 40 minutos até escolha do local para almoço
13h:10' - 13h:50' - Almoço
13h:50' - 18h:30' - Execução de 16 km até Muçum (estação).
18h:30' - 18h:50' - Trajeto pela cidade até Hotel.

Mais informações:




Edver Carraro (Editor Mochileiros.com): http://www.mochileiros.com/travessia-guapore-mucum-pela-ferrovia-do-trigo-guia-de-informacoes-t42939.html

Sugestão de aplicativos para navegação durante o trajeto:

Para utilizar o Kml na nevegação:

Kml viewer (Gratuito IOS): https://itunes.apple.com/br/app/kml-viewer/id489415449?mt=8
Kml viewer (Gratuito And): https://play.google.com/store/apps/details?id=com.ohc.kmlviewer
iGIS (Gratuito IOS): https://itunes.apple.com/br/app/igis/id338967404?mt=8

Acompanhamento do progresso:

HikeMate (Gratuito IOS): https://itunes.apple.com/br/app/hikemate/id520410517?mt=8
RunKeeper (Gratuito IOS): https://itunes.apple.com/br/app/runkeeper-gps-correr-caminhar/id300235330?mt=8
RunKeeper (Gratuito And): https://play.google.com/store/apps/details?id=com.fitnesskeeper.runkeeper.pro&hl=pt_BR

Na maior parte do trajeto a sinal de celular da operadora ViVo, quase sempre com 3G.

Registro fotográfico